Recordando um dos nossos primeiros poemas:
O Primeiro Barco
Passavam aves aos pares,
a água, em ondas, fugia
e o Homem, triste, sofria,
preso aos mesmos lugares.
- Oh! Quem dera – dizia –
ir longe, por água ou ares,
além de rios e mares!
Que lindo! Como seria? …
Nisto, passa de repente
um tronco sobre a corrente,
- Como és feliz! Onde vais?...
… Eis os instantantes primeiros,
que fizeram marinheiros
os nossos primeiros pais.
A . Correia de Oliveira