
Se me lembro da avó Sílvia? Como me poderia esquecer de quem, nos intervalos, nos matava a sede depois de um cartucho de tremoços?
A Paulinha abordou um tema do qual tenho andado para lhes falar – o cinema.
Cá pela nossa terra, muita coisa se tem feito a pensar nas crianças, especialmente na área do desporto e da música.
O mesmo já não podemos dizer do cultivo do gosto pelo cinema e pelo teatro.
Onde estão as tardes de cinema dedicadas à pequenada?
O que é feito das récitas organizadas pelas escolas onde os miúdos recebiam a primeira sensação do estar em palco?
Será que as gerações da província estão sentenciadas a receber sempre tudo por conta e medida?
Que pena!
Quando eu tinha 6 anos, ia ao cinema pela mão do meu avô paterno.
Depois de uma paragem junto à alcofa da “dentinho de ouro” onde nos abasteciamos de pevides ou tremoços, medidos por um copo de vidro cuja grossura do fundo ocupava quase metade do copo (sentiamo-nos roubados, mas tínhamos que nos habituar...), lá passávamos a "fronteira" sob o olhar desconfiado do “diabo”.
E porque era menina, ficáva sempre na plateia, porque se fosse rapaz, não tenho dúvida que iria parar aos bancos corridos de lotação ao quadrado, onde reinava a lei do aperto e empurrão para que ninguém ficasse em pé.
No final do filme, regressávamos a casa muito contentes e com a cabecinha cheia de ilusões.
Para tràs, tínhamos deixado a sala atapetada de cascas de pevides e amendoins, mas com menos uma ou duas pulguitas que, sorrateiramente, se tinham aninhado na bainha da saia ou na dobra duma meia.
Magros tempos….mas felizes!
Um beijinho para todas
cila
A Paulinha abordou um tema do qual tenho andado para lhes falar – o cinema.
Cá pela nossa terra, muita coisa se tem feito a pensar nas crianças, especialmente na área do desporto e da música.
O mesmo já não podemos dizer do cultivo do gosto pelo cinema e pelo teatro.
Onde estão as tardes de cinema dedicadas à pequenada?
O que é feito das récitas organizadas pelas escolas onde os miúdos recebiam a primeira sensação do estar em palco?
Será que as gerações da província estão sentenciadas a receber sempre tudo por conta e medida?
Que pena!
Quando eu tinha 6 anos, ia ao cinema pela mão do meu avô paterno.
Depois de uma paragem junto à alcofa da “dentinho de ouro” onde nos abasteciamos de pevides ou tremoços, medidos por um copo de vidro cuja grossura do fundo ocupava quase metade do copo (sentiamo-nos roubados, mas tínhamos que nos habituar...), lá passávamos a "fronteira" sob o olhar desconfiado do “diabo”.
E porque era menina, ficáva sempre na plateia, porque se fosse rapaz, não tenho dúvida que iria parar aos bancos corridos de lotação ao quadrado, onde reinava a lei do aperto e empurrão para que ninguém ficasse em pé.
No final do filme, regressávamos a casa muito contentes e com a cabecinha cheia de ilusões.
Para tràs, tínhamos deixado a sala atapetada de cascas de pevides e amendoins, mas com menos uma ou duas pulguitas que, sorrateiramente, se tinham aninhado na bainha da saia ou na dobra duma meia.
Magros tempos….mas felizes!
Um beijinho para todas
cila