
Em frente havia uma linda e soberba árvore e, junto dela, um quadro em madeira com a inscrição de um poema dirigido ao viandante.
Não sei se a árvore e o poema ainda existem (talvez um dia o confirme), mas sei que estão bem gravados na minha memória:
Ao Viandante
Tu que passas e ergues para mim o teu braço,
antes que me faças mal, olha-me bem.
Eu sou o calor do teu lar nas noites frias de Inverno.
Eu sou a sombra amiga que tu encontras
quando caminhas sob o sol de Agosto,
e os meus frutos são a frescura apetitosa
que te sacia a sede nos caminhos.
Eu sou a trave amiga da tua casa, a tábua da tua mesa,
a cama em que descansas e o lenho do teu barco.
Eu sou o cabo da tua enxada, a porta da tua morada,
a madeira do teu berço e do teu próprio caixão.
Eu sou o pão da bondade e a flor da beleza.
Tu que passas, olha-me bem e… não me faças mal.
“O primeiro dia da árvore foi celebrado no dia 10 de Abril de 1872 em Nebraska, EUA.
Em Portugal comemorou-se pela primeira vez em 9 de Março de 1913.
Em 21 de Março de 1972 – início da Primavera no Hemisfério Norte – foi comemorado o primeiro Dia Mundial da Floresta, em vários países, entre os quais Portugal.”
Amiga das amigas,
Cacilda