
Hoje vou apresentar-vos uma poetisa popular:
ANTONIA ROMÃO
Foi minha vizinha nos tempos áureos do Br. Caldeira.
Era, e é, nato o seu jeito para versejar. E a sua voz?!
Tal rouxinol a cantar numa gaiola sem portas…
Um dia mudou-se e o Bairro ficou mais triste. Regressou à sua Terra Natal, o seu e nosso lindo Porto Covo.
Do livro “ A VIDA QUE NÃO VIVI”,
SAUDADES DO CAMPO
Eu no campo fui nascida,
Eu no campo fui criada.
Lindo era o pôr-do-sol,
Linda era a madrugada
Ouvia a passarada,
E o alegre rouxinol,
Antes do nascer do sol,
No cantar madrugador
Em melodias de amor
Sobre a giesta orvalhada.
Ao som da música encantada
Levava o gado o pastor
Fazendo de trovador
P`rá relva do verde prado
Com o fiel a seu lado
Numa lida enfeitiçada.
Logo era saudada
Com raios de sol a brilhar
Tudo era um despertar
Dando cor à planície
Tudo via à superfície
Na terra pura e sagrada
Linda era a madrugada
Maravilhas do meu rol
Lindo era o pôr-do-sol
Ó quanta felicidade
Eu recordo com saudade
Eu no campo fui criada.
Amiga das amigas
Cacilda
3 comentários:
Bonito poema!
Queremos mais....
Obrigada pela tua colaboração.
Um beijinho
cila
Cila,
Vê se podes dar um jeitinho para que fique com uma apresentação mais bonita, pois daqui não consigo fazer mais nada.
Beijinhos
Cacilda
Sempre lindos os poemas de Antónia Romão!
Ainda nos juntámos algumas vezes em encontros e homenagens...
E a sua voz... sim, a sua voz...!! Boas memórias desses tempos!!
Agora, há que tempos que não a vejo!
Beijinho e obrigada por partilhar
Filó
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