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domingo, 1 de maio de 2011

Dia do Trabalhador


Para que este dia nunca seja esquecido
deixo aqui este poema que o José Afonso tão bem cantou.

  Maio maduro Maio
Quem te pintou
Quem te quebrou o encanto
Nunca te amou
Raiava o Sol já no Sul
E uma falua vinha
Lá de Istambul

Sempre depois da sesta
Chamando as flores
Era o dia da festa
Maio de amores
Era o dia de cantar
E uma falua andava
Ao longe a varar

Maio com meu amigo
Quem dera já
Sempre depois do trigo
Se cantará
Qu'importa a fúria do mar
Que a voz não te esmoreça
Vamos lutar

Numa rua comprida
El-rei pastor
Vende o soro da vida
Que mata a dor
Venham ver, Maio nasceu
Que a voz não te esmoreça
A turba rompeu

                    

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Páscoa Feliz


Para as amigas do AEIOU desejo uma
PÁSCOA MUITO FELIZ

quarta-feira, 9 de março de 2011

Carnaval de Sines

Para quem gosta do nosso Carnaval e não teve possibilidade de o ver,
 deixo aqui algumas fotos do grupo Takafogo e dos Reis  de 2011 


    

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Feliz Aniversário Zézinha

Neste dia tão especial deixo aqui os meus votos de Muitas Felicidades.
Que a vida lhe traga, ano após ano, aquilo que mais ambicionar.

domingo, 2 de janeiro de 2011

O Livro e a Vida


Nas páginas de pergaminho doirado
do livro na minha memória guardado
procuro com afã e muito cuidado
o "flash" primeiro que lá ficou gravado.
e, por cenário bucólico rodeado...

Juntinho ao valado ou à caniçada
com passadas largas que marcam o chão
camisa clara de manga arregaçada
caminha seguro de enxada na mão.

E ao virar a página, a mui desejada
boneca em borracha, sorrindo rosada.
E os lindos sapatos de cor encarnada
comprados com esforço no fim da jornada.

Em noite de Outono, sem chuva mas fria
esperava por mim na rua vazia.
P`ró almoço de Natal, óh que alegria!
um freguês amigo consigo trazia.

E já na "casinha" joga dominó.
Tem muitos amigos, não se sente só.
E quando o seu tempo já custa a passar
sentado à janela vamos conversar.

"A minha mãe era uma boa modista,
o meu avô trabalhava na cortiça
e o meu pai passou a vida a soldar.
Dos meus irmãos pouco tenho a recordar."

E em final de tarde, para o mar olhando
vê o pôr do sol. "Onde irá ele chegando?"
Seu olhar claro, terno e brilhante
fixa a estrada doirada e ondulante.

A noite cai, mas fica-nos a certeza
amanhã virá cheio de cor e beleza.
Nos jardins lindas flores vão abrir.
Muitas crianças para a vida irão sorrir.

E as páginas de pergaminho doirado
do livro na minha memória guardado
fecham-se com suavidade e muito cuidado
preservando o tesouro que ali está gravado.

A meu pai,
no centenário do seu nascimento.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Muitos Parabéns, Cila

domingo, 1 de agosto de 2010

Parabéns à Marina e à Deolinda


sábado, 31 de julho de 2010

Onde estão as meninas do AEIOU?

Para quem ainda não teve férias aqui deixo a minha sugestão:
Açores. E acreditem que não se arrependem.










domingo, 21 de fevereiro de 2010

Nos bastidores do Carnaval

A azáfama era imensa. Os participantes e alguns ajudantes esforçavam-se para que nada faltasse.
-Quem tem um alfinete? e a vozinha infantil - as calças estão largas...
Aquele espaço tão cheio de cor ia ficando vazio enquanto uma voz forte e clara ia chamando:
- Carro, biquinis, vestidos, baianas, - e os adereços lá iam sendo entregues aos seus utilizadores.
Tudo estava pronto. Era patente o desalento daquela gente que durante 45 dias trabalhou arduamente para estes 3 dias tão especiais.
Pela minha memória passou então um Carnaval longínquo...

Estava junto ao Castelo, o corso tinha acabado. Como sempre tinha percorrido o recinto espalhando brilhantes e fitas e participando na batalha de flores (ou de sacos de serradura) na Praça dos Correios.
Aquela gente que agora subia a rua dirigia-se para o baile da Esplanada. Iam aos grupinhos usando as fatiotas da época.

À noite uns amigos convidaram-me para ir ao baile. E lá fui eu. Vestia uma sainha evasé, de feltro castanho escuro, bem acima do joelho, e um casaco canelado, cor de laranja, que deixava ver os folhos da blusa de cambraia branca. Não parei na cadeira... "dança comigo?" O grupo musical tocava uma rapsódia de música popular:
......Oooooliveirinha da serra, o vento leva a flor...
......Aaaaalecrim, alecrim doirado, que nasce no campo, sem ser semeado...
......O raspa, o raspa, o raspa,....
ao que se seguia:
......Receba as flores que eu lhe dou, e em cada flor um beijo meu...
E as músicas eram cantadas em uníssono pelo vocalista e por nós.

Alguns dias depois li numa revista brasileira a representação dos três dias de Carnaval:
Numa sala entra pela janela uma linda ave que rodopia e canta espalhando alegria. No segundo quadro ela já cansada continua hilariante e no terceiro quadro ela parte, pela mesma janela, deixando um rasto de tristeza e um vazio imenso.
E eu, que nem apreciava banda desenhada, percebi tão bem aquela mensagem.

A voz do segurança despertou-me: - Agora!... e os foliões param no limiar da porta de vidro. Respiram fundo, contêm uma lágrima e de cabeça erguida lá vão ocupar o seu lugar no corso. E quando o último sai, eu ponho o capuz do meu Kispo branco sobre a cabeça, tiro a máquina fotográfica e vou com eles...

Volta, linda ave doirada, de bico vermelho. Nós esperamos por ti no próximo Carnaval.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Carnaval 2010









Estas são algumas fotos que a nossa amiga Ivone não conseguiu tirar para incluir
no seu belo trabalho sobre o nosso Carnaval. Espero que gostem.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Balada de neve


Neste Domingo frio em que a neve cai um pouco por todo o país
lembrei-me deste poema lindo. Talvez alguma das "amigas para
sempre" o tenha recitado numa festa de Natal da sua escola
e gostem de o recordar:
.
Batem leve, levemente
como quem chama por mim...
Será chuva? Será gente?
gente não é certamente
e a chuva não bate assim...
É talvez a ventania;
mas há pouco, há poucochinho,
nem uma agulha bulia
na quieta melancolia
dos pinheiros do caminho...
Quem bate assim levemente,
com tão estranha leveza
que mal se ouve, mal se sente?...
Não é chuva, nem é gente,
nem é vento, com certeza.
Fui ver. A neve caía,
do azul cinzento do céu,
branca e leve, branca e fria...
Há quanto tempo a não via!
E que saudade, Deus meu!
Olho-a através da vidraça,
pôs tudo da cor do linho,
passa gente e, quando passa,
os passos imprime e traça
na brancura do caminho.
Fico olhando esses sinais
da pobre gente que avança,
e noto, por entre os mais,
os traços miniaturais
duns pezitos de criança...
E descalcinhos, doridos...
a neve deixa inda vê-los,
primeiro bem definidos,
depois em sulcos compridos,
porque não podia erguê-los.
Que quem já é pecador
sofra tormentos...enfim!...
mas as crianças, Senhor,
porque lhes dais tanta dor?!...
porque padecem assim?!...
É uma infinita tristeza,
uma funda turbação
entra em mim, fica em presa,
cai neve na natureza...
e cai no meu coração.

Augusto Gil






quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Feliz Aniversário